A OAB-RO e a Advocacia Pioneira em Rolim de Moura
O causo de como a advocacia chegou nas bandas de Rolim de Moura, nos primórdios de Rondônia
Memórias, causos e ensaios. Escolhe um e vai no passo.
O causo de como a advocacia chegou nas bandas de Rolim de Moura, nos primórdios de Rondônia
O dia em que deixei Curitiba num C-46 rumo a Rondônia no inverno amazônico.
Saco nas costas, espingarda a tiracolo e foice na mão: o retrato vivo do pioneiro de Rondônia.
Prolegômenos para os meus alfarrábios — onde explico por que resolvi rabiscar essas memórias.
Era primavera, já quase de verão. Um piá na boleia, um vaqueano de guia, e uma barrica de boa canha. O perigo não tem endereço — ronda por aí, andejo e…
A história da primeira eleição da OAB seccional de Rondônia — um voo de asa dura, um almoço de tambaqui e uma traição registrada em guardanapo de papel.
27 de janeiro de 1966. A melhor novilha, espetos de camboatá, vinho no barril e convidados que guardavam rancores entre si. O pai do noivo tinha a paciência…
Um pistoleiro misterioso, um restaurante popular e uma tarde em que o advogado virou motorista — e saiu a pé no sol de torrar castanha.
Como um advogado do interior de Rondônia virou ajudante de embalsamamento — com jornal do Figueiredo no lugar das vísceras e brilhantina no lugar da mirra.
Cinco causos do gaudério Franquelim da Silva Portela — o homem do pala cinza, da mula baia e das histórias que não tinham fim.
O causo do tordilho que comeu abóboras — 36 quilos numa noite, duzentos na outra — e do gaudério de Soledade que quase contou o resto da história, não fosse…
Com 31 anos e uma mala, parti de Curitiba rumo à Amazônia. O ônibus não chegava, o avião era da guerra e o cacique decidia se a gente passava ou não.
Um barracão de pau-a-pique virou tribunal. O juiz era novo, o promotor era novo, o advogado era novo — e o réu também. Todos primários.
Dos rios Guaporé e Madeira ao Marechal Rondon, dos seringueiros aos pioneiros — um manifesto de quem viveu e amou essa terra.
Do cachorrinho de porcelana ao Papai Noel no drone — uma viagem da infância ao Natalis Invicti Solis, passando pelas Saturnálias, São Nicolau e Assis Valente…
Das brincadeiras em italiano no vale gaúcho à fronteira de Rondônia, passando pelo fandango, pela bodega do papai e pelo coração que parou para ouvir o sabiá…
Um livro chegou pelo correio — Território Dourado, de Montezuma Cruz — e abriu espaço para refletir sobre os que escreveram e os que ainda precisam ser…
Um mergulho na Curitiba de antigamente: perfumes artesanais, causos de feirantes e a briga entre Horácio Pontual e Honorina.
Uma lição de vida inspirada na Chiquita Banana: por que amadurecer fora da geladeira torna a existência mais doce e autêntica.
Uma jornada de sessenta quilômetros, um recado a Garcia e a despedida de um velho gaudério que levava o Rio Grande na alma.
O relato emocionante da travessia de Curitiba até Rondônia em 1982: o voo da TABA, os atoleiros e o início da vida em Cacoal e Rolim de Moura.
Do encontro da Família Baldo ao retrato afiado da República: memórias, política e a sabedoria de quem viu o Brasil mudar sem nunca perder a esperança.
Do cachorrinho de porcelana de quatro centímetros à melancolia de Assis Valente: uma reflexão sobre a saudade e as convenções do Natal.
De Jânio a Lula, a política brasileira explicada pela brincadeira de roda: o gato comeu, o padre levou e o toucinho sumiu. Onde foi parar o Brasil?
De Barão de Cotegipe a Pato Branco: a saga de uma família gaúcha que cruzou o Rio Uruguai num Chevrolet 51 rumo ao Paraná, em 1957.
1957. O frio das araucárias e o balcão de secos e molhados do meu pai. Entre a honra de dona Ingrácia e as brigas de bodega, aprendi sobre a justiça do…