Foto de perfil do Adi Baldo

Quem e o Adi

Adi para os amigos. Aos 76 anos, sou advogado aposentado, tive a honra de ser o primeiro advogado de Rolim de Moura/RO, escritor de memórias, apaixonado pelo Corinthians e por uma boa música gaúcha. Este blog e como uma estante de alfarrabios: coisa antiga, coisa nova, tudo misturado — mas com sentido pra quem le com calma.

As Raízes Gaúchas

Minha história começou no Sul, num tempo em que a vida era mais simples, mas a lida era dura. As recordações me levam para as rodas de chimarrão, o som de uma boa gaita e as modas de viola que preenchiam o silêncio do campo. A cultura gaúcha moldou não só meus costumes, mas também os valores que carrego até hoje: a palavra dada, o respeito ao próximo e a coragem para enfrentar o desconhecido. Entre um causo e outro, a paixão pelo Corinthians também encontrou seu espaço, provando que o coração pode ter sotaque, mas não fronteiras.

O Desafio Rondoniense

A vida, contudo, é feita de ventos que nos levam a novos pagos. O destino me chamou para o Norte, para as terras promissoras de Rondônia, ainda na época do Território Federal. Em 1981, embarquei num valente C-46 da TABA rumo a Cacoal, e pouco depois finquei raízes em Rolim de Moura, onde tive a honra de ser o primeiro advogado da cidade. Ali, a justiça era feita no meio da poeira da seca e do atoleiro das águas, no peito e na coragem. Advogar naquelas bandas não era tarefa para gabinete, mas uma lida de mediação constante para garantir o direito e o sossego dos pioneiros que desbravavam a floresta com as próprias mãos.

O Legado nos Alfarrábios

Hoje, aos 76 anos, com o paletó pendurado e a advocacia deixada para os mais moços, minha ferramenta principal não é mais a petição, mas a pena — e agora, o teclado. Este espaço é minha estante de memórias, um repositório onde organizo as histórias daqueles que, junto comigo, ajudaram a construir esse pedaço de Brasil. Seja relembrando a primeira audiência do júri ou um simples mutirão no interior do Paraná, escrevo para que o tempo não apague o que vivemos. Como costumo dizer: "o que não se escreve, o vento leva".

O que tu vai achar por aqui

  • Memorias e causos (curtos e longos)
  • Ensaios e reflexoes do cotidiano
  • Textos organizados pelos locais da vida