E Assim Fizemos

Pioneiros abrindo caminho na floresta amazônica, construindo Rondônia nos anos 1970

E ASSIM FIZEMOS: O MANIFESTO DE RONDÔNIA

O Território Federal de Rondônia tornou-se Estado em 1982, mas sua alma é muito mais antiga. Ela vem do Forte Príncipe da Beira, da Ferrovia Madeira-Mamoré, da Linha Telegráfica de Rondon e do suor dos Soldados da Borracha. Passa pela abertura da estrada Cuiabá-Porto Velho feita por Juscelino e pelos assentamentos do INCRA nos anos 70.

De mata inóspita, transformou-se em terra produtiva com suor e lágrimas. Milhões de metros cúbicos de madeira foram exportados, o mogno em destaque. Nosso legado é a conquista de um espaço para plantar, colher e bem viver. Rondônia talvez seja a parte mais privilegiada da Amazônia, com terras férteis, água em abundância e relevo favorável.

ENTRE ERROS E ACERTOS: O PIONEIRO E O FOGO

O migrante não foi chamado pra fazer agricultura sintrópica; foi necessário o uso do fogo para abrir caminho. Foi um esforço hercúleo muitas vezes depreciado por ecologistas radicais. Em trinta anos, a população subiu, o Brasil se alargou e formou uma sociedade ímpar, orgulhosa de sua epopeia.

Floresceu um Estado com menor incidência de pobreza e ótima distribuição de renda. Destacam-se a pecuária com mais de 12 milhões de cabeças, a piscicultura com espécies nativas e a cafeicultura orgânica premiada. Agora começa a agricultura extensiva de alta tecnologia.

Rondônia é a luta de um povo chamado pelo Brasil para integrar a selva sem entregar. E assim fizemos.

A VOZ DOS PIONEIROS

Como diz o hino: “Nós, os bandeirantes de Rondônia nos orgulhamos de tanta beleza…”. Os comentários de José Lopes, Silvana Gomes e Francisco Pinto confirmam: foi com saudades e sofrimentos que construímos Rondônia para todos.